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INFO CBB
02/04/2015
O Significado Bíblico da Páscoa

A questão do dia de sua comemoração foi o motivo do primeiro grande cisma na Igreja Católica, quando Victor 1º., bispo de Roma, mudou a data da páscoa do dia 14 de Nisã, para um domingo. As Igrejas do Oriente não acataram essa mudança e a partir daí desencadeou-se o processo que culminou com a divisão das Igrejas Católicas do Ocidente e do Oriente, a Romana e a Ortodoxa.

A igreja Católica Romana, inclusive muitos evangélicos ainda um tanto romanistas, ensinam que a páscoa é num domingo e comemora a ressurreição de Jesus, mas nisto cometem dois erros doutrinários. O primeiro é que a páscoa estabelecida por Deus no Velho Testamento devia ser comemorada no dia 14 de Nisã (março/abril), sem se importar com o dia da semana, e isto é muito importante porque a páscoa era uma figura de Jesus e Seu sacrifício. Basta prestar atenção na data da morte de Jesus para entender o décimo quarto dia de Nisã. O segundo erro é que domingo foi o dia da ressurreição de Jesus e não de sua morte, que era para onde apontava a páscoa de Êxodo 12.

A páscoa não comemora a ressurreição, logo o dia da páscoa não pode ser o mesmo da ressurreição. Páscoa é morte e fala do dia da morte de Jesus.

Pelos textos sagrados da bíblia, a páscoa de hoje não tem nada da páscoa do Velho Testamento e infelizmente também não tem nada do que a bíblia diz sobre o que ou quem ela representa hoje.
O cordeiro pascal sacrificado no Egito e cujo sangue foi aspergido nos batentes das portas de cada família hebréia apontava para Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. (Êxodo 12).
Essa comemoração deveria ocorrer entre os hebreus a cada ano, como estatuto perpétuo. (Êxodo 12:17).
Jesus, comemorando a saída gloriosa do Egito, também comeu a páscoa com seus discípulos, e na última vez que a celebrou, instituiu a chamada Ceia do Senhor. Quando ceavam, tomou o pão e disse: comei dele todos porque isto é o meu corpo, e em seguida, pegando uma taça de vinho, disse: bebei dele todos, pois isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado por muitos para remissão de pecados. É muito importante destacar que Jesus, ao ministrar o pão e o vinho (e este não era ingrediente da páscoa), disse aos discípulos: “façam isto sempre que o beberem em minha memória”. (Lucas 22:19; 1ª. Cor. 11:24, 25, Mat. 26:26, 27).
Fica evidente, especialmente à luz dos textos de Lucas e Paulo aos Coríntios, que Jesus instituiu a Ceia do Senhor em substituição à páscoa. Esta era celebrada em memória da saída e libertação do jugo do Egito, enquanto a Ceia deve ser celebrada em memória da libertação de todo jugo do pecado e suas consequências, pelo precioso sangue de Jesus, o Cordeiro Pascal de todos aqueles que estão em Cristo.
É bom frisar que a afirmação de que a páscoa comemora a ressurreição de Jesus é uma heresia, pois o próprio Jesus é o nosso Cordeiro Pascal e no domingo deve-se comemorar a ressurreição, mas nunca sua morte e muito menos as duas coisas.          
Comemorar morte e ressurreição no mesmo dia é erro grave, e se comemora a ressurreição não é páscoa, pois o que a páscoa anunciava cumpriu-se em Jesus, daí Ele ter dado pão e vinho aos discípulos dizendo: “isto é o meu corpo...façam isto de agora em diante em minha memória”.
O ensino e significado da páscoa desviaram-se de tal maneira do rumo das Escrituras de modo a mudar de cordeiro para coelho, de coelho para ovo, e de ervas amargosas para chocolate.
De modo que a páscoa como hoje é celebrada homenageia a doutrina do Ovo Cósmico, por cujo símbolo as grandes religiões orientais, o esoterismo em geral e a maçonaria pregam que tudo faz parte do grande todo, ou seja, que todas as coisas se completam e fazem parte de uma mesma coisa que é chamada de o grande UNO universal.                  
Vem desde a China antiga a doutrina do ovo cósmico, representada no Ing e Iang, que diz que todos os opostos completam-se e fundem-se nesse grande todo universal, ilustrado no ovo.
Esse entendimento quer dizer que o universo é como um grande ovo que tem tudo dentro dele; tudo faz parte de uma mesma coisa, a ponto de se dizer que o bem e o mal se completam mutuamente, então o mal não é assim tão mal, já que completa o bem. Essa doutrina quer dizer, além de outras coisas, que o homem em sua origem era andrógino, ou seja, era homem/mulher, tinha em uma só pessoa os dois sexos.             
Essa doutrina está sendo largamente usada hoje pelo movimento chamado Nova Era, com raízes inclusive dentro de segmentos cristãos. (talvez até por descuido ou ignorância de autoridades religiosas).      Basta ver o que diz o ELUCIDARIUM DE POSA, dos jesuítas, que descreve Maria concorrendo como homem e mulher para produzir o corpo de Cristo, dizendo que era em parte macho e em parte fêmea. (Os Jesuítas, Ano IV, No 1, pag. 5, Rio de Janeiro).                               
Em um livro publicado pela Editora Paulinas, Monique Hébrard defende que Deus é masculino e feminino, e, depois de argumentar que o homem foi criado andrógino, ou seja, homem-mulher, e não homem e mulher, esposando a ideia de que Adão foi criado portador dos dois sexos, chega a dizer que "Não é mais possível, com os atuais conhecimentos de história, de ciências humanas, de linguística e de exegese, deixar que a cultura judaico-cristã veicule a imagem de um Deus masculino e misógino, que criou primeiro o macho, à sua semelhança, e só depois a mulher...".(Mulher e Homem - Uma aliança de Futuro, Ed. Paulinas, 1994, pag. 159).
Mas o que é de assustar é o fato de que o Reiki, tido hoje como medicina alternativa e empregado por hospitais no Brasil como tratamento clínico(?), inclusive às custas do SUS, como divulgou o Jornal Nacional do dia 04.03.13, tem por fundamento a suposta canalização de energia cósmica que chamam de universal, vem sendo aplicado aos pacientes mediante imposição de mãos, quando na verdade “o conceito do Ki, no qual se baseia o reiki é especulativo, não existem quaisquer evidências científicas da sua existência. Em 2011 foi publicado o resultado de um ensaio clinico controlado, com dupla ocultação e aleatoriedade, envolvendo 189 pessoas a receber tratamento num centro de quimioterapia, concluiu-se que o Reiki não era melhor que a terapia placebo.[5][4] Em 2008 um ensaio clínico aleatório controlado concluiu que “a evidência é insuficiente para sugerir que o reiki é um tratamento efetivo para qualquer problema de saúde. Portanto o reiki continua por provar.”[2] A Sociedade de Cancro Americana[10] e o Centro para a Medicina Complementar e Alternativa[11] dos Estados Unidos também descobriram que não existe nenhuma evidência científica que sustente a ideia de que o reiki é efetivo como tratamento para quaisquer doenças.”. É o que afirma a Wikipedia, em matéria do dia 04.03.13.
Sabem de onde vem a ideia de energia cósmica ou universal? Do Ing e Iang, que significam a fusão dos apostos, que em síntese quer dizer que todas as coisas se completam no universo, que por sua vez é a doutrina do ovo cósmico ou matriz universal.

Esse ensino do ovo cósmico é admitido pela Maçonaria, hinduísmo, budismo esotérico, Teosofia, etc.

Na Teosofia, pela idéia de que tudo faz parte do grande todo, defende-se que o próprio bem e o mal se completam, e que Deus e o Diabo são apenas partes desse todo, de tal modo que Helena Blavatski, autora de A Doutrina Secreta e mentora da Teosofia, chega a dizer que o diabo é apenas o outro lado de Deus.
Na Maçonaria, diz o Ritual do Grau 4, do Mestre Secreto, pags. 28 e 29, o seguinte: "...Os quatro pontos cardeais significam que sendo a Arca da Aliança, simbolicamente o Ovo Cósmico, sua dimensão universal é evidente... A Arca da Aliança é o Ovo Cósmico ou matriz universal, encerrando os germes da mônada..." (Ob. cit., editada pelo Supremo Conselho do Grau 33).
A própria loja maçônica representa o ovo cósmico. Oswaldo Wirth, um respeitado mestre maçom, diz que o centro da Loja, que tem a caverna subterrânea que representa o centro do mundo, é o Ovo Primordial, onde se completa a regeneração. (Ponto de Vista Iniciático, No 29).
Essa regeneração anunciada pelo Ovo Cósmico não é a mesma anunciada por Jesus. Aquela fala de evolução pelas reencarnações.
A Bíblia diz que ao homem está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disto o juízo(Hebreus 9:27), e a sua mensagem é a da ressurreição. (1ª. Cor. 15; 1ª. Tess. 4; João 11; Rom. 6; Heb. 11:35; 1ª. Pe. 1:3; 2ª. Cor. 1:9; Mat. 11:5; etc, etc.
No Hinduísmo, vemos o seguinte ensinamento sobre o Ovo Cósmico: "No Bramanda, a totalidade é representada sob a forma do ovo. O Braman (o absoluto) é simbolizado por uma curva que contorna o universo, desenhando a forma de um ovo, o Ovo Cósmico.”. (O Ovo Cósmico, Editora Pensamento, pag. 21).                        
Na Índia tem-se a figura da serpente mordendo a própria cauda e isso representa o fechamento do círculo, que quer dizer o eterno recomeço. Essa eterna rotação que forma o círculo representa o Ovo Primordial. Esse eterno recomeço significa também a doutrina da reencarnação, incompatível com a ressurreição experimentada e pregada por Cristo.                                                                   
No budismo esotérico esse eterno recomeço indicado pelo ovo cósmico também é ensinado. A.P. Sinnett diz dele o seguinte: "...A ciência oculta não conhece processo algum à produção de uma criança humana física, senão o determinado pelas leis físicas; mas, sim, conhece-se muito a respeito dos limites dentro dos quais a Vida Una (chamo a sua atenção para vida una aí com iniciais maiúsculas, indicando o todo, o UNO universal), ou mônada espiritual progressiva, ou seja, o fio contínuo de uma série de encarnações pode eleger corpos de crianças definidos como moradas humanas.".(O Budismo Esotérico, Edit. Pensamento, pag. 122).
Por esse enunciado, vê-se que a doutrina do Ovo Cósmico esposa a idéia de que tudo está se evoluindo mediante um recomeço contínuo, cujo recomeço para o homem é a reencarnação. Esse modo de ver a História, ou seja, de que o mundo vive uma evolução contínua e inevitável, é incompatível com o pensamento de Cristo e do cristão.
Jesus não disse que o mundo irá sempre melhorando, pelo contrário, disse que os últimos dias seriam como os dias de Sodoma e Gomorra e o Novo Testamento indica-nos que os homens decairiam dos princípios de moralidade e dos bons costumes.
Alguém dirá: mas o mundo tem melhorado muito. Hoje temos escolas que há pouco não tínhamos; temos hospitais, sistemas de saúde, etc.

Não nos esqueçamos de que somente no século vinte tivemos duas guerras mundiais, indicando que o homem não melhorou nada nessa parte.
Conclusão: Enquanto os judeus comemoram a cada ano a saída do Egito, o cristão deve comemorar na Ceia do Senhor sua salvação e libertação de todo jugo, pelo sangue precioso do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, nossa verdadeira páscoa.

Apóstolo Horacio Silveira
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